26 de abril de 2009

Chill out sessions - Aveiro.


Caros leitores, como péssimo contador de histórias declarado no registo civil, começo por pedir desculpa se não me for possível devido a uma intensidade emocional fora do comum, transmitir toda a energia positiva da jornada!

Ora, faz de impulso major nesta decisão um grande teor de tédio no meu quotidiano e da respectiva companheira de viagem.
Numa noite de pequenas matanças de saudades, o típico sentimento Português, dei comigo no perfil do myspace da banda Linda Martini quando descobri que estes estariam no dia 24 de Abril a actuar na Semana do Enterro em Aveiro.
Sem mais delongas, decidi que iria assistir a este concerto em prol do meu processo de "desanhanço", informei imediatamente a minha companheira Cê* que prontamente me respondeu ao convite positivamente. Fizemos contas à vida e lá fomos nós.

Apanhámos o comboio rumo a Aveiro sem mais nem menos do que às 16:46 de sexta feira, 24 de Abril, comboio cheio, muita gente dividida entre felicidade por voltar a casa e outra metade desgostosa porque casa já não é lá onde pela primeira vez arranharam os joelhos e comeram banana com queijo. Chegados ao destino ( depois de grandes gargalhadas proporcionadas pelos hilariantes nomes das terras nas quais o comboio regional efectuava paragem [Oiã, Pampilhosa etc...] )dirigimo-nos para o Fórum Aveiro onde encontrámos o nosso contacto que conhecia a zona, apresento-vos a Teresa.
Seguimos então para o seu quarto na Residência no campus universitário de Aveiro, com sacos de mantimentos recém-adquiridos fizemos uma paragem na cozinha onde jantámos, sinto uma enorme vontade de explicitar que este foi constituido por 2 bifes e 1 hamburger.
Conhecemos as colegas de residência da Teresa, que nos acompanharam numa viagem ao mundo dos coelhinhos dentro do quarto.
Estavamos agora num autocarro gratuito que circulava para as pessoas que quisessem ir para o recinto do evento, gente com garrafas nas mãos, das mais variadas bebidas, nós, como bons Coimbrinhas que somos carregávamos a típica litrada de Super Bock . Depois de adquiridos os ingressos no valor de 10eur para estudante, entrámos e conhecemos o recinto, depois assistimos à banda Peste Negra, e a única conclusão foi do fantástico desejo de que os elementos desta banda tivessem realmente conhecido a Peste Negra. No seguimento do cartaz, assistimos ao concerto de GNR que com um pequeno toque das bebidas alcoólicas é bastante aturável, o.k. agora entravam os Linda Martini, finalmente... Todo o concerto foi marcado pela magia do espétaculo que estes jovens sabem dar de maneira tão caracteristica, toda aquela dissonancia e a descentralização do porta-voz, as 50 afinações diferentes, a melodia e a letra que apela aos mais fortes-fracos-fortes de espírito.

De saída para a residência, demos de caras com centenas de pessoas a querer apanhar o autocarro que circulava gratuitamente, um autentico frenezim, chegando até a haver cenas de empurrões e pancada pela ordem de entrada. Enquanto eu me tentava preocupar com a Cê que não está familiarizada com violências de multidões, tinha também de decidir o momento certo para entrar e não ficar 30 minutos num autocarro de gente alcoolizada em pé, lá conseguimos já em desespero entrar em primeiro lugar num autocarro e sentar ao pé da entrada o que facilitou a saída que se aguardava atribulada. Chegámos à residência depois de seguirmos um grupo de rapazes eufóricos e raparigas reduzidamente cobertas de roupa, nas quais se notava um grande sofrimento devido à baixa temperatura.


Entrámos no quarto, passeámos por muitos sítios diferentes e quando voltámos cá abaixo estávamos ainda no quarto cheios de sono, fome e sede, satisifizemos as necessidades de ingestão e preparámos os nossos aposentos, deitámo-nos... agradece-mos a presença um do outro, olhámos, sorrimos, agarrámo-nos e dormimos até ao dia seguinte que já se mostrava lá fora, no horizonte.
Fizemos as malas, caminhámos sempre de mão dada até a estação e fizemos a viagem a rir, a falar e a dormitar.


E foi assim, foi assim que fugimos de vocês e das vossas coisas normais:
Fomos juntos, estivemos juntos, fomos felizes * Obrigado C[ê] *


W-lame [not me] * # *

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